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Mostrando postagens de maio 17, 2026

Por trás do palco: psicanálise, trauma e a criança que Michael Jackson carregou

Acabo de assistir o filme Michael, dirigido por Antoine Fuqua e protagonizado por Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, cuja semelhança física e performática impressiona, este longa poderia facilmente render-se à lógica das cinebiografias convencionais: o menino pobre que venceu, o talento que conquistou o mundo, a fama como redenção. Mas há algo mais inquieto e mais honesto atravessando a obra. Por baixo do brilho dos palcos, dos figurinos e das coreografias que definiram uma época, o filme sugere uma pergunta diferente e mais perturbadora: o que aconteceu com a criança que precisou crescer rápido demais? É essa pergunta que confere a este filme uma dimensão psicanalítica genuína, na minha opinião. Antes do ícone, havia um menino. E esse menino foi submetido, desde muito cedo, a uma pressão que não lhe pertencia: a pressão de performar, de corresponder, de ser perfeito para que o desejo dos outros (do pai, do mercado, do público) pudesse ser satisfeito. Winnicott nos ensinou que o dese...
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