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Mostrando postagens de maio, 2026

Psicanálise não é só autoconhecimento

Reduzir a psicanálise a uma prática de autoconhecimento é, no mínimo, perder de vista a radicalidade de sua proposta. Desde Sigmund Freud, a experiência analítica nunca se limitou a “saber mais sobre si mesmo” — ela visa produzir transformações profundas na forma como o sujeito vive, sofre e se relaciona. O autoconhecimento, nesse contexto, é mais um efeito colateral do que a finalidade última. A psicanálise não se organiza em torno de uma consciência que se amplia progressivamente, mas em torno de um inconsciente que insiste, que retorna e que precisa ser simbolizado. Conhecer-se, aqui, não é acumular informações sobre si, mas suportar o encontro com aquilo que, em nós, escapa ao nosso próprio controle. Freud já dizia que o sujeito não é senhor em sua própria casa. Essa afirmação desloca completamente a ideia de autoconhecimento como domínio racional de si mesmo. O inconsciente não se revela como um conteúdo pronto à espera de ser descoberto — ele se constrói na relação analítica. A c...
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